6 de abril de 2014

Dez dicas para quem estuda sozinho

Muitas pessoas, ou por não terem condições financeiras, ou por terem que trabalhar ou ainda por alguma limitação, entre outras razões, não têm como estudar num estabelecimento de ensino seja para uma prova de concurso público, vestibular ou o ENEM. Há ainda aqueles que já estudaram no local adequado, mas, devido não terem obtido êxito na primeira tentativa, e novamente por não possuírem condições, tentam de novo, desta vez estudando em casa. Seja qual for o seu caso, aqui vão algumas dicas que eu julgo úteis para quem estudará em casa e sozinho para uma prova.
 

1. Não procrastine

Quem estuda em casa e sozinho, pode ser constantemente tentado a procrastinar. Isto é, deixar as coisas para depois, ficar delongando uma atividade, adiar ou prorrogar um tempo que se imaginou inicialmente que seria o necessário para fazer alguma coisa.

Por isso, tente resistir ou nem pensar na hipótese de procrastinar. Separe bem o seu tempo: hora de estudo é de estudo, hora de descanso e lazer é hora de descanso e lazer. Quem estuda em casa e sozinho pode facilmente cair na tentação de procrastinar, afinal, se está em casa, no conforto da cama ou sofá; perto da TV, do computador; com petiscos a passos de distância na geladeira ou armário... Mesmo assim saiba que, enquanto você estará demorando para concluir o estudo de "A", seus concorrentes - inclusive outros que também estudam em casa - já estarão na matéria de "D".

2. Tenha pique

Quando o conteúdo a ser estudado é muito grande, será necessário estudar os conteúdos num bom ritmo para que não fiquem faltando vários conteúdos a serem vistos na véspera da prova. Algumas pessoas preferem estudar em ritmo mais rápido num tempo médio, outros em ritmo mais lento num tempo grande. Seja qual for a sua preferência, saiba que estudar rápido demais num tempo curto é insustentável. Por isso, ao decorrer dos seus estudos, é apropriado que você tente manter o mesmo ritmo de estudos desde o começo até o fim, pois, mesmo que você não consiga ver todos os conteúdos, terá visto a maior parte se o seu roteiro de estudos for bem organizado e o seu ritmo prudente.

3. Estudar e aprender são coisas diferentes

Você talvez já ouviu alguém falando "eu estudei muito e não passei". Fora outras dezenas de possíveis motivos e/ou causas, uma coisa que muitas pessoas confundem é estudar e aprender. Apesar de poderem ser considerados sinônimos, estudar e aprender não são exatamente a mesma coisa. Estudar, segundo a primeira definição de um dicionário, é PROCURAR adquirir o conhecimento de algo. Aprender, é ADQUIRIR o conhecimento de, ficar sabendo, instruir-se. Portanto, você pode ter estudado um conteúdo, isto não quer dizer que tenha aprendido. Em outras palavras, pode ter procurado adquirir o conhecimento, mas talvez não tenha realmente adquirido. Por isso, é muito importante que você seja sincero consigo mesmo e ao auto avaliar-se, ver o que realmente sabe na 'ponta da língua' ou em um bom nível e aquilo que você sabe que erraria numa prova mesmo se fosse uma questão fácil ou média-fácil. Daí, você pode pensar o que considera melhor: tentar novamente o aprendizado de algo ou passar para o estudo de um novo conteúdo. Seja qual for a escolha, ela deve ser tomada considerando várias coisas como, por exemplo, se aquilo é muito importante saber ou não.

4. Tenha bom senso

Quase tudo na vida, se não tudo, a gente precisa ter bom senso para obter bons resultados. Estudar para uma prova é mais uma delas. Use e abuse do bom senso, isto é, faça um julgamento sensato sobre cada coisa relacionada ao seu estudo e à você: qual é a prova que irá fazer, o quão de conteúdo ela aborda, quanto tempo até a prova você tem para estudar, quantas horas por dia estudará, como será a sua relação com a questão da diversão no fim de semana, o seu tempo diário de lazer, o seu tempo de descanso e sono, como deve ser a sua alimentação, de quais meios usará para o seu estudo, como considerará a sua saúde e bem-estar, quais são os seus problemas pessoais e/ou familiares atuais, etc. Leve em conta procurar tomar as melhores decisões, mesmo que elas sejam sobre pequenas coisas. E saiba sempre que, uma boa tomada de decisão é raramente instantânea, ou seja, considere gastar um tempo a fim de ter uma escolha bem pensada.

5. Planeje ou não planeje...

É muito comum na internet a gente ver dicas recomendando um bom planejamento para o estudo. Bom, é claro que eu não vou dizer que não é. Planejar geralmente sempre é bom. Mas, planejar demais ou ter um primeiro planejamento como referência inalterável pode não ser bom e mais prejudicar do que ajudar. Em muitos casos, planejamento requer ser feito por quem domina o que vai traçar, o que não é o caso de estudantes inexperientes e que estudam sozinhos. E mesmo quem é do ramo, pode não ver as coisas saírem como foram inicialmente planejadas. Por exemplo, quando você foi aluno numa escola, talvez se lembre de em algum ano o seu professor ter dito que a matéria estava muito atrasada ou que não seria possível ver todo o conteúdo planejado para aquele ano letivo. Por isso, se optar por fazer um planejamento prévio, considere que ele certamente precisará de ajustes, mudanças, adições e subtrações de coisas ao decorrer do tempo. Eu pessoalmente não gosto muito de fazer um planejamento delimitado quando o assunto é estudo. Acho que pode acabar pressionado, principalmente se aquilo que se planejou estudar ou aprender num determinado tempo não corresponder à realidade. Se você for autodidata ou contar com o auxílio de alguém adequado, talvez planejar os conteúdos que serão vistos num determinado período de tempo e os conteúdos que serão vistos em outro, seja bem útil. Se não for o caso, considere ser fiel a sua rotina de estudos e ter um bom ritmo, porém não se 'prenda' a planejamentos principalmente se hesitar muito sobre um plano de estudos inicialmente traçado.

6. Tenha rotina

Rotina é uma coisa fundamental quando o assunto é estudo. Que a rotina cansa, cansa! Que a rotina é chata, é chata! Mas o que muita gente não sabe é que até a própria rotina pode ser alternada. Que você precisará ter um tempo pensado, precisará! Por exemplo, 8 horas diárias dedicadas ao estudo. Mas não necessariamente ser sempre das 7h às 16h (intervalo das 11h às 12h). Pode num dia ser das 7h às 16h, noutro das 13h às 21h ou outro horário. O que eu quero dizer é que, para a rotina não se tornar muito 'pesada', você pode alternar os seus horários de estudo. Mas saiba que alternar não é diminuir! É diferenciar.

Aliás, diversificar a ordem com que você estuda as matérias e/ou disciplinas é outra coisa que ajuda a tornar uma rotina com uma carga horária considerável bem mais leve. Se não for estritamente do seu gosto ver sempre matemática primeiro, português depois e biologia por último, por exemplo, você pode ver os conteúdos na ordem inversa ou em outra combinação.

7. O autodidatismo

Ser autodidata é conseguir se instruir por si próprio, ou seja, sem a ajuda de um mentor. É conseguir aprender sozinho. O autodidatismo é, portanto, uma qualidade muito preciosa para quem estuda sozinho. Algumas pessoas o têm por talento natural, outras por talento adquirido. E outras apresentam ainda grande dificuldade de aprenderem sozinhas, o que é plenamente compreensível, pois, até pessoas que possuem a devida ajuda, podem ter grandes dificuldades.

Bom, talvez seja complicado ensinar alguém a ser autodidata, uma vez que isso muitas vezes é uma coisa própria da pessoa. Mas existem obviamente formas de estudar que são mais eficientes e outras menos eficientes. O autodidata certamente sabe qual é a sua forma de estudar que lhe agrega mais conhecimento e outra que lhe agrega menos conhecimento. Se você não sabe por conta própria, pode pesquisar por formas de estudar ou pode buscar ajuda com um profissional adequado. Um psicólogo ou pedagogo podem lhe dar uma melhor orientação.

8. Não se pressione

Existem pessoas que dizem trabalharem melhor sobre pressão. Eu acho, porém, que isso é uma raridade se realmente existe. Na minha opinião, se pressionar de nada vai adiantar e, na verdade, só vai mesmo é prejudicar. Há alguns estereótipos de pessoas irresponsáveis que, quando "se tocam", acham que é se pressionado que vão conseguir dar conta de uma determinada tarefa.  Depois, voltam a desandar... Note bem: se o indivíduo se pressiona nesses casos, é porque ele não está fazendo a sua parte. Se estivesse, não teria o porquê ficar se pressionando, embora haja pessoas que vivem se cobrando mesmo sendo muito esforçadas e batalhadoras.

A palavra pressão tem entre alguns dos seus sinônimos 'aperto' e 'coação' o que, obviamente, não são nada saudáveis. Por isso, em vez de se ter que se pressionar, faça a sua parte. Mesmo se as coisas não saírem conforme o esperado, você tentou. E, no outro caso, em vez de se pressionar e se pressionar, tenha em mente a consciência de que você se esforça, batalha, ou seja, faz o seu possível, mas que não é se pressionando que a sua capacidade de aprendizagem vai dobrar, triplicar, etc.

9. Se dê férias e não estude até quase a data da prova

Se o seu estudo for num período de tempo longo ou médio, considere se dar férias de, por exemplo, uns quinze dias no meio ou um pouco depois do meio do tempo de estudo pré-pensado antes de começar a estudar. Em alguns cursinhos presenciais, seja extensivos ou intensivos, eles dão férias mais ou menos no tempo exemplificado. As férias acabam se fazendo necessárias para se recuperar o 'gás'. Afinal de contas, para poder manter-se em bom ritmo de estudo durante todo um período, é necessário dar uma parada.

Sobre estudar até quase a data da prova, eu pessoalmente não considero muito útil. Acho que, até uns 15 dias antes da prova, o que se deu pra aprender ao longo do tempo de estudos, se aprendeu; o que não deu, não se aprende mais. É muito válido também aproveitar as últimas semanas ou último mês anterior a 15 ou 7 dias da prova mais para revisar o que se estudou do que aprender coisas novas. Eu já escrevi aqui no blog o porquê sempre estar repetindo um conteúdo estudado pode ser mais vantajoso a querer aprender tudo... Essa 'ideia', inclusive, faz parte da metodologia do Cursinho Pré-ENEM Online.

10. Ignore pensamentos negativos e 'idiotas'

Pensamentos negativos e/ou idiotas podem passar pela sua cabeça o tempo todo durante os meses de estudo. Isto é comum, mas você precisará aprender a ignorá-los e deixar literalmente que eles "entrem por um ouvido e saião pelo o outro", independente se forem pensamentos próprios seus ou de outras pessoas. Pensamentos negativos e/ou idiotas não ajudam em nada. Mas às vezes, principalmente quando é um tipo de pensamento muito vulgar, ou seja, tem um forte componente cultural, ele pode ser mais persuasivo. De qualquer jeito, lembre-se da natureza desses pensamentos: se tem 'natureza' pessimista ou inútil, pode ser popular o quanto for, deve ser desprezado!

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