31 de março de 2014

Fuso horário no Brasil

EDIÇÃO 013

Olá estudantes! Essa postagem (aula) é uma continuidade da postagem (aula) sobre cartografia presente na edição 012 do Cursinho Pré-ENEM Online. Nela, iniciaremos ainda falando sobre fusos horários, mas agora a respeito do Brasil.
 
O Brasil é cortado por três fusos horários, assim como passou a ser a partir de 2008. Veja a imagem apenas representativa:
 
 
O 1º fuso horário que corta o Brasil é o fuso de Fernando de Noronha, pertencente ao estado do Pernambuco. O 2º fuso está na altura de Brasília, no Distrito Federal. E o 3º fuso horário corta o estado do Acre.
 
As regiões Sul, Sudeste e Nordeste e os estados de Goiás, Tocantins, Pará e Amapá tem como padrão a hora oficial de Brasília.
 
HORÁRIO DE VERÃO
 
- O horário de verão é adotado de forma obrigatória nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste brasileiras. Essa obrigatoriedade se dá por tais regiões estarem mais próximas do trópico de capricórnio. Ocasionalmente, o estado da Bahia também adota o horário de verão.
 
PROJEÇÕES CARTOGRÁFICAS
 
Há três tipos de projeções cartográficas: a cilíndrica, a cônica e a azimutal, também chamada de polar ou plana. Veja nas imagens abaixo um desenho de cada uma delas. Mas, antes, aí vai um alerta: confie apenas nas explicações! O desenho em si é apenas simbólico, portanto, não adianta você tentar ver milimetricamente qual a parte visual do desenho está mais distorcida ou menos distorcida, ok?
 
1. CILÍNDRICA
 
 
 
Agora, note o que marca essa projeção na imagem com a explicação:
Como você pode observar, na projeção cilíndrica, a parte do desenho mais próxima da lateral está menos distorcida do que as partes distantes. Isto é, a parte do globo onde passa a linha do equador, que por sua vez está mais próxima da lateral, tem maior precisão de mapeamento e, igualmente, menos distorção. Já as partes do globo onde nós temos o trópico de câncer (parte superior) e capricórnio (parte inferior) estão mais distantes da lateral, portanto, têm menor precisão de mapeamento e, por sua vez, maior distorção.
 
2. CÔNICA
 
Agora, note o que marca essa projeção na imagem com a explicação:
Novamente, a parte do desenho mais próxima da lateral está menos distorcida ou o mesmo que com maior precisão de mapeamento. A diferença aqui, na projeção cônica, é que a parte que fica mais próxima da lateral não é aquela onde está a linha do equador, mas sim a parte do globo onde está o trópico de câncer. Portanto, na projeção cônica, a parte do globo onde está o trópico de câncer tem menor distorção; já as partes onde está a linha do equador e o trópico de capricórnio, por estarem mais distantes da lateral, têm maior distorção ou o mesmo que menor precisão de mapeamento.
 
3. AZIMUTAL, POLAR OU PLANA
 
Na projeção azimutal, também chamada de polar ou plana, e a escolhida pela Organização das Nações Unidas para representar o mundo na sua bandeira, o desenho é equidistante, ou seja, apresenta a mesma distância. Esse tipo de projeção foi escolhido pela ONU justamente por isso. Se tivessem sido escolhidas as projeções cilíndrica ou cônica, os países próximos à linha do equador e os países próximos ao trópico de câncer, respectivamente, levariam "vantagem", pois seus mapas estariam com uma representação com maior precisão de mapeamento.
 
Entretanto, é válido dizer que, mesmo na projeção azimutal, os países do norte do globo estão "mais valorizados", pois estão mais próximos do plano.
 
 
Observe agora a bandeira da ONU à esquerda:
ESCALA
 
Escala, em geografia, pode ser entendido como "quantas vezes algo foi reduzido". Por exemplo, quantas vezes um mapa foi reduzido.
 
A definição de escala, segundo um livro, vem a ser a relação entre as dimensões dos elementos representados em um mapa, carta, fotografia ou imagem, e as correspondentes dimensões no terreno.
 
Talvez, entretanto, não seja muito proveitoso se ater a definições mais elaboradas e sim às mais simples, em razão da quantidade de conteúdos que um vestibulando pré-enem deve estudar e ter o respectivo aprendizado.
 
Continuando, como eu disse anteriormente, escala é quantas vezes um mapa ou objeto foi reduzido.
 
Observe a imagem:
 
 
Vejamos agora o exemplo na imagem abaixo referente à gráficos de escalas:
 
 
Bom, antes de prosseguirmos, tenho que lhe informar que, nesse assunto de escala, na parte de cartografia, será necessário você saber também usar a tabela de medidas:
 
Km Hm Dam M Dm Cm Mm
 
Km: quilômetro
Hm: hectômetro
Dam: decâmetro
M: metro
Dm: decímetro
Cm: centímetro
Mm: milímetro
 
Eu já postei em "Fundamentos da óptica geométrica" a explicação sobre como se transforma as unidades de medida citadas acima.  Como isso não faz parte da disciplina geografia e eu já expliquei isso antes no blog, não explicarei novamente. Se você sabe transformar, ótimo! Se não sabe, pode buscar por essa postagem, ok?
 
TAMANHO DE ESCALA
 
(!) Já vamos começar com um exercício prático. Lembre-se que o número à direita dos ": (dois pontos)" significa quantas vezes algo foi reduzido.
 
Tente resolver o quadro abaixo escrevendo se você acredita que o tamanho de dois mapas, sendo um com escala de 1 : 5.000.000 e outro com uma escala de 1: 500.000 terá um tamanho menor ou maior, uma redução menor ou maior e o nível de detalhes menor ou maior. Depois, é só passar para a resolução. Ela virá logo abaixo.
 
                        TAMANHO (do mapa) REDUÇÃO (do real) DETALHES (do reduzido)
1 : 5.000.000
1 : 500.000
 
Agora que você já tentou, vamos à resposta:
 
                       TAMANHO (do mapa) REDUÇÃO (do real) DETALHES (do reduzido)
1 : 5.000.000  MENOR                        MAIOR                      MENOR
1 : 500.000     MAIOR                         MENOR                     MAIOR
 
No caso da escala do primeiro mapa, se o terreno foi reduzido cinco milhões de vezes, então, para que tal terreno pudesse ser representado em um mapa, ele "cabe" num espaço que o terreno que foi reduzido quinhentas mil vezes, cabe maior. Portanto, o tamanho de um terreno maior (5.000.000) terá tamanho no mapa menor ao tamanho de representação do outro terreno menor (500.000) que, justamente por ser menor, é melhor representado num mesmo espaço que um terreno maior.
 
Talvez você não tenha entendido bem o que eu disse acima. Tente reler com muita atenção e "separando coisa por coisa". Se mesmo assim não entender, suponhamos que nós fossemos representar o mapa da Europa e o mapa da Oceania num mesmo espaço de quadrado. Veja abaixo:
 
 
Qual dos mapas está melhor representado neste mesmo espaço? O da Oceania. Isto porque o continente Oceania tem um terreno menor ao continente Europa. E isso é verdade, ou seja, na própria realidade, a Europa conta com 10 milhões de quilômetros quadrados de área total e a Oceania conta com 9 milhões de quilômetros quadrados (ambos números arredondados).
 
Continuando a explicação, ainda no caso da escala de 1 : 5.000.000 ("um dividido por cinco milhões"), se o terreno foi reduzido cinco milhões de vezes, então obviamente a redução foi maior a quinhentas mil vezes, caso da segunda escala. Ou seja, o terreno de 5.000.000 (de quilômetros quadrados, por exemplo) para caber num mesmo espaço de mapa, teve que ser reduzido muito mais ao terreno de 500.000 (quilômetros quadrados, por exemplo).
 
Se o terreno que foi reduzido cinco milhões de vezes, foi reduzido mais, conforme explicado, obviamente ele tem menos nível de detalhes ao terreno que foi reduzido apenas quinhentas mil vezes.
 
Para deixar ainda mais clara a última afirmação, responda para você mesmo qual imagem de redução consegue perceber mais detalhes do desenho do pôster da Copa 2014:
 
 
Como você pode perceber, entre as reduções, é possível ainda assim ver melhor os "desenhinhos" na redução 1 do que na redução 2. Portanto, maior redução, menos detalhes; menor redução, mais detalhes.
 
Você também certamente notou que, ao eu explicar a resolução da primeira escala, ou seja, 1 : 5.000.000, eu também acabei explicando a resolução da segunda escala, ou seja, 1: 500.000.
 
CÁLCULO DE ESCALA
 
Já estamos terminando, mas antes, vamos ver um pouco sobre cálculo de escala.
 
Vamos usar aquela mesma velha fórmula da Física, só que agora com outro "significado" como macete para que você possa decorar a fórmula de maneira melhor.
 
Lembra daquela fórmula "Deus Vê Tudo". Distância é igual a Velocidade vezes Tempo. Então, vamos usar a "Deus É demais". Distância real no terreno (km ou m) é igual a Escala vezes distância no mapa. Veja a imagem para entender melhor:
 
 
Se preferir, pode optar por ler a fórmula de outra forma. A forma que eu passei, no entanto, é um macete que me foi passado por um professor, ok?
 
Assim como eu já disse logo no início do assunto "escala", seria necessário saber fazer transformações com unidades de medida. E, na verdade, para o estudante de um cursinho presencial, por exemplo, ele ou ela acaba tendo que saber isso em várias disciplinas. Às vezes é necessário transformar em química, às vezes em física, às vezes em matemática e, como podemos ver, até em geografia. Pois, você pode saber, por exemplo, usar a fórmula do cálculo de escala, porém, e se num exercício que você poderia acertar, cobrasse pra transformar de milímetros pra metros ou de milímetros pra quilômetros? Apenas a "decoreba" da fórmula não lhe adiantaria.
 
(!) Encontre de acordo com o que pede:
 
a)
D =  ?
E = 1:1500000
d = 4 cm
 
b)
D = 75 km
E = 1:1500000
d = ?
 
c)
D = ?
E = 1:15000
d = 4 cm
 
d)
D = 24 km
E = ?
d = 4 cm
 
Confira agora a resolução:
 
a)
D =  6.000.000 cm ou 60.000 m ou 60 km
E = 1:1500000
d = 4 cm
 
b)
D = 75 km
E = 1:1500000
d = 5 cm
 
c)
D = 60.000 cm ou 600 m
E = 1:15000
d = 4 cm
 
d)
D = 24 km
E = 1:600000
d = 4 cm
 
Agora sim! Chegamos ao fim dos assuntos relacionados à matéria de cartografia, que começou na edição 012 do Cursinho Pré-ENEM Online. Bons estudos e boa sorte!

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